Cacique busca espaço para desenvolver futebol indígena no estado do Pará

Em tempos de discussão sobre políticas públicas de esporte e lazer indígena, o cacique Zeca Gavião faz a diferença em sua aldeia. Ele busca espaço para ajudar jovens indígenas a profissionalizar-se como jogadores de futebol. Zeca dirige desde 2008, em Bom Jesus do Tocantins, no estado do Pará, o Gavião Kyikatejê Futebol Clube, time de futebol profissional formado por jogadores indígenas e não indígenas. O time já esteve na primeira divisão do campeonato paraense de futebol, mas por falta de apoio caiu para a segunda divisão, situação que pretende reverter no próximo campeonato regional.

Para a escolha dos jogadores, Zeca utiliza seu faro de líder indígena, ou seja, organiza campeonatos nas aldeias e observa as características de cada jovem, principalmente aquelas inerentes a esses atletas, como velocidade e força, entre outras. Feita a garimpagem, como ele diz, Zeca indica os jovens com talento para praticar a modalidade e faz a junção das práticas esportivas indígenas com as não indígenas. Atualmente, cerca de 25 atletas de diversas etnias fazem parte do Gavião Kyikatejê Futebol Clube.

Segundo Zeca, todo o time necessita de um trabalho a médio e longo prazo, e isso requer apoio para trabalhar a categoria de base. “Enfrentamos dificuldades, pois não temos lugar adequado para treinar e também não podemos oferecer muito aos jogadores”, afirmou o treinador. Todos os integrantes do time saem de suas aldeias com o compromisso de continuar os estudos, direito esse que vem sendo cumprido, pois todos os atletas cursam o ensino médio. Alguns deles sonham em fazer cursos como de educação física, fisioterapia e direito, para ajudar o time, que não tem condições financeiras para se manter, e também ajudar sua própria aldeia a montar escolinhas de futebol e outras modalidades.

O líder Zeca Gavião, além de estudar ciências sociais, é treinador há seis anos. Ele profissionalizou-se com a prática e fez curso de treinador para formação da categoria de base em Poços de Caldas (MG), e participou de cursos com os treinadores Luiz  Felipe Scolari (o Felipão), Tite e René Simões. A ideia dele é fortalecer o time profissional para mecanismos de sobrevivência. Eles treinam oito horas por dia com o sonho de tornar-se campeão paraense, pois esse título dará a ele direito a participar do Campeonato Brasileiro de Futebol.

Cleide Passos, de Cuiabá
Ascom – Ministério do Esporte
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